Depois de tokenizar o time do Cruzeiro a brasileira Liqi anuncia venda token como objetivo de mudança social e ambiental

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A fintech Liqi anunciou que passará a emitir uma nova classe de tokens que a empresa vem chamando de ‘tokens de impacto’ que são ativos lastreado em empresas/ações que retornam um efeito positivo à sociedade e ao meio ambiente.

A fintech Liqi, fundada pelo criador da BitcoinTrade, Daniel Coquieri anunciou que passará a emitir uma nova classe de tokens que a empresa vem chamando de ‘tokens de impacto’ que são ativos lastreado em empresas/ações que retornam um efeito positivo à sociedade e ao meio ambiente.

Segundo informou a empresa, nesta nova ação, ela emitirá e distribuirá estes tokens, que representam partes digitais de ativos que têm como objetivo causar uma mudança positiva social e ambiental, além da possibilidade de oferecer retornos financeiros para os investidores.

“Os tokens de impacto são uma inovação tecnológica do mercado financeiro. Um novo jeito de investir: simples, prático, seguro e, principalmente, que gera impacto social, ambiental e lucro sustentável”, comenta Daniel Coquieri, CEO e fundador da startup.

Ainda segundo a empresa, ao investir em tokens de impacto, surge a oportunidade de fazer o bem para a sociedade, como por exemplo, financiar pequenos produtores orgânicos, empreendimentos habitacionais, projetos de energia limpa e outros.

“Usando uma tecnologia ultra segura, os pequenos e grandes investidores têm acesso a retornos financeiros e ainda deixam um legado positivo na sociedade e no meio ambiente”, destacou a empresa afirmando que os novos tokens devem estrear em breve na plataforma.

Tokenização de ativos

A tokenização de ativos, no qual a Liqi vem se especializando, tem sido uma forma de investimento cada vez mais comum e no Brasil diveras empresas vem desenvolvendo produtos de investimento que unem as criptomoedas e outras formas de investimento.

Dos serviços públicos ao varejo, passando pelo mercado financeiro e de entretenimento, as empresas utilizam essa opção para aumentar a segurança e a praticidade das operações.

Tokenização de ativos

Antecipação de recebíveis

Como o nome sugere, é uma prática em que a empresa recebe de forma antecipada uma quantia que viria no futuro. Trata-se de uma iniciativa comum no ambiente corporativo por garantir liquidez necessária à operação com eventual retorno para quem providencia esse dinheiro.

Com o avanço da tecnologia blockchain, é possível utilizar tokens nesse tipo de transação, fracionando o valor para diferentes investidores. Dessa forma, eles funcionam como uma garantia de que todos receberão os ativos de volta com um valor adicional pré ou pós-definido.

Clubes de futebol

A tokenização chegou a uma das maiores paixões dos brasileiros: o futebol. Os clubes europeus estão um passo à frente na adoção de tokens em suas operações, mas as agremiações nacionais começam a implementar projetos nesse sentido.

Esse ativo é utilizado em diferentes funções no ambiente do esporte. Por meio dele, é possível estreitar o relacionamento com os torcedores e fãs com diversas iniciativas digitais. Também há opção de emissão de tokens para pagamento de empréstimos e vendas de jogadores para os clubes formadores, agilizando as transações.

Mercado imobiliário

Essa proposta serviu para dinamizar a busca por investimentos em um mercado tradicional no país: o imobiliário. Em vez de negociar o imóvel por completo ou até de criar um fundo de investimento, muitas empresas transformam esse bem em tokens para facilitar a venda de “frações” de uma propriedade.

O procedimento traz mais segurança ao investidor, que sabe que receberá o valor de volta, e ao emissor, uma vez que ele pode negociar para uma base maior de pessoas.

Empréstimos financeiros

Da mesma forma que os tokens podem ser utilizados na antecipação de recebíveis de empresas, eles também auxiliam na concessão de empréstimos financeiros a pessoas e organizações.

A lógica, contudo, é um pouco diferente: a pessoa empresta seu ativo parado em carteira para que outra o use com regras pré-definidas. Em alguns casos, pode-se optar por ganhar um percentual em cima das transações realizadas, como uma espécie de juros.

Músicas e bens culturais

O mercado de entretenimento, principalmente obras com potencial de digitalização, como as músicas, também se beneficiam da tokenização graças ao conceito de NFT (token não fungível, em inglês).

Sua principal característica é ser algo único, isto é, ele não pode ser trocado da mesma forma que o bitcoin, por exemplo. Contudo, ele costuma ser “colado” a um produto de propriedade intelectual, que também tem essa peculiaridade de ser algo exclusivo. Assim, além de protegê-lo, isso ajuda a comercializá-lo.

Tokenização pagando salários

Recentemente o Paris Saint-Germain concluiu a negociação do atacante Lionel Messi e, o astro do futebol teve parte de seu contrato pago com tokens do clube. Uma transação inédita e que ajudou o criptoativos do Paris Saint-Germain a subir mais de 50%.

De acordo com o clube francês, o jogador argentino receberá por “$PSG fan tokens” (um fan-token que permite ao detentor votar em pequenas decisões relacionadas ao clube, como escolher detalhes no vestiário, e também mandar mensagens motivacionais aos jogadores), como parte do pagamento das “luvas” pela assinatura do contrato.

“As criptomoedas fazem parte de uma nova tendência de tecnologia que veio para revolucionar o atual mercado financeiro mundial e veio para ficar. Seu maior diferencial é a possibilidade de valorização, a liberdade para as transações, a desburocratização e a segurança na conversão desses ativos financeiros, que podem ser rastreados”, explica o Chief Marketing Officer (CMO) do Zro Bank, Cazou Vilela.

O especialista em direito digital, Alexandre Zavaglia, professor da Finted Tech School, explica que as transações de criptoativos estão impactando todas as atividades, inclusive negócios entre empresas ou mesmo a contratação de profissionais, como nesse caso do Messi.

“No entanto, isso não quer dizer que haja isenção de tributos ou de exigência de declaração, valendo as regras já existentes de cada país. No Brasil, a instrução normativa RFB 1.888/19 obriga informar as operações com criptoativos, tanto de pessoas físicas como jurídicas, podendo inclusive realizar o cruzamento com as informações prestadas pelas corretoras”, alerta.

Fonte: Cointelegraph

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