O que é stablecoin? Para que serve e quais as suas principais vantagens?

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O nome já deixa claro, mas você realmente sabe o que é stablecoin? Stablecoins são moedas que possuem valor estável, ou seja, a volatilidade de seus ativos é baixíssima.

Se você investe em criptomoedas, já sabe que esse mercado é instável. Segundo o Nubank, essa moeda começou 2021 valendo US$ 30 mil, chegou a bater US$ 60 mil, teve queda em sua cotação chegando a menos de US$ 30 mil e, em setembro, estava valendo quase US$ 46 mil. O extremo oposto das stablecoins.

As stablecoins têm, geralmente, seu valor ancorado em ativos mais estáveis, como o dólar e o ouro. O que é de extrema importância para a proteção dos investidores em momentos de alta volatilidade.

Mas não só nesses momentos, sua necessidade se dá também para transações de compra e venda de bens e serviços sem correr o risco de que o ativo em questão mude de valor drasticamente no meio da operação.

Isso garante aos proprietários de criptomoedas a possibilidade de troca de seus bitcoins — ou qualquer outro ativo cujo valor é volátil e pode mudar de forma brusca — por stablecoins, que têmem seu valor estabilizado.

São muitas as stablecoins em circulação nos dias de hoje, com diferentes propósitos. Mas, afinal, o que é stablecoin na prática? Como funciona e quais são os seus principais tipos? Continue lendo e encontre essas respostas e muito mais abaixo!

O que é stablecoin?

As stablecoins surgiram como uma solução para o problema da alta volatilidade nos preços dos ativos das criptomoedas.

A tradução literal de stablecoin é “moeda estável”. Então, o que é stablecoin afinal? Como é explicado em seu próprio nome, é um tipo de ativo digital com baixa oscilação. Ou seja, seu preço varia muito pouco ao longo do tempo, o oposto do que acontece com as outras moedas digitais.

“Uma stablecoin pode variar 2% ou 3% para cima ou para baixo, mas não muito mais que isso, diferentemente das criptomoedas que têm um upside de valorização grande”, Rubens Neistein, Country Business Manager da Coin Payments (Fonte: InvestNews)

Esse sobe e desce recorrente no preço das criptomoedas é uma das características que acaba afastando as pessoas desses ativos e dificulta a adoção delas como meio de pagamento. Afinal, seu preço pode ficar desatualizado muito rápido.

Como funcionam as stablecoins?

Agora que você já sabe o que é stablecoin, é a hora de entender como ela funciona.

Geralmente, uma stablecoin tem seu valor ancorado em ativos físicos e reais, como o dólar, o petróleo e o ouro. E o que isso significa? Significa que seu preço só sofre alteração se o preço do ativo ao qual ela está vinculado variar também.

E é justamente pelo mesmo motivo que o valor do bitcoin varia tanto. Porque, ao contrário da stablecoin, ele não está ancorado em nenhum outro ativo e tudo depende do interesse dos investidores adquiri-los ou não.

O surgimento das stablecoins está vinculado ao desejo de que qualquer pessoa que possua moedas digitais possa trocá-las rapidamente por outros ativos — também digitais — cujas cotações sofram variações mínimas.

Confira exemplos de stablecoins

Uma das principais stablecoins em circulação é a Tether, que tem seu valor baseado no dólar americano. Um Tether sempre irá valer US$ 1. Simples.

Outras stablecoins conhecidas são a Paxos Standart, uma stablecoin em execução no Ethereum, a USD, criada pela Centre Consortium e também lastreada em dólar norte americano, a Dai, que tem como diferencial não precisar de um lastro para se manter sempre na cotação de 1 dólar, a USD Coin, uma moeda que roda em múltiplas redes blockchain, a TrueUSD, um token ERC20, baseado na tecnologia do Ethereum e a Binance USD, emitida pela PAXOS juntamente com a Exchange Binance.

Emissão de stablecoin

Há um ponto importante que deve ser ressaltado: para que uma stablecoin tenha realmente valor, é fundamental que a emissora do ativo digital possua um montante proporcional aos ativos em circulação. 

Por exemplo: ao emitir 700 moedas lastreadas no dólar dos Estados Unidos, é necessário que a empresa tenha esses US$ 700 guardados.

O que é stablecoin? Conheça seus principais tipos

Existem 4 tipos de stablecoins. São eles:

  • Stablecoins centralizadas: Também conhecidas como IOU (do inglês “I owe you”), esse tipo de stablecoin possui um “dono” — a própria companhia — que gera os tokens que, normalmente, representam moedas estatais. Este modelo é envolvido por polêmicas, visto que são seus próprios criadores que controlam sua emissão. Neste caso, é preciso confiar na emissora do ativo digital, visto que é extremamente difícil saber se a empresa tem, de fato, as reservas equivalentes entre a stablecoin e o ativo ao qual ela está ancorada. O principal exemplo deste modelo é a Tether.
  • Stablecoins cripto-colateralizada: Diferente das IOUs, este tipo de stablecoin utiliza um colateral/lastro descentralizado, o que é uma saída para resolver o problema de confiança em relação ao emissor. Geralmente, essas stablecoins são ancoradas em criptomoedas descentralizadas (ex.: Ether). Sendo assim, por serem ancoradas em ativos que possuem alta volatilidade, essas stablecoins podem não ser tão estáveis e sofrer eventuais variações de preço. A DAI é uma das principais stablecoins que utiliza este modelo.
  • Stablecoins commodity-colateralizada: Essas stablecoins são ancoradas em ativos como metais preciosos, obras de arte, imóveis e etc. Essas moedas têm valor correspondente aos ativos que representam. Como seus preços podem variar, isso reflete na stablecoin — o que pode ser positivo ou negativo. Esse modelo funciona mais como investimento do que como forma de proteção.
  • Stablecoins não-colateralizada: Este modelo não possui lastro, o que conserva o preço da criptomoeda estável são os algoritmos que controlam a quantidade de ativos em circulação — e que fazem as operações de queima ou emissão de tokens conforme a necessidade para que o preço se mantenha sempre estabilizado.

Qual a relação entre criptomoedas e stablecoins?

Se você chegou até aqui você já sabe o que é criptomoeda e o que é stablecoin, mas será que já entendeu a relação entre elas?

A primeira criptomoeda do mundo, o Bitcoin, que surgiu com o intuito de servir como dinheiro digital, dificilmente é utilizada com a finalidade de ser um meio de troca cotidiano.

Sua utilização sofre com alguns empecilhos, como a alta volatilidade e as taxas de transação para os mineradores da rede. Essas questões fazem com que a criptomoeda seja vista muito mais como um ativo de investimento do que uma moeda de troca.

Para criar uma conexão entre o mundo real e o blockchain, surgiram as stablecoins, com o propósito principal de mitigar e resolver a principal características das criptomoedas: a volatilidade dos preços; ao mesmo tempo que tenta reproduzir as outras características como o fluxo livre de capital.

Uma stablecoin pode facilmente ser usada para pagamentos digitais – tanto em transações comerciais, quanto em transferências internacionais. Além de poderem ser usadas para proteger investidores.

As principais vantagens das stablecoins

As stablecoins são muito eficientes como um método de pagamento digital, e podem ser utilizadas para liquidar pagamentos e enviar dinheiro em todo o mundo, sempre com muita praticidade.

Confira abaixo alguns dos principais benefícios das stablecoins:

  • são ancoradas em ativos do mundo real;
  • são seguras;
  • podem ser usadas em transações no mundo todo;
  • suas taxas transacionais são muito baixas;
  • as transferências são feitas muito rapidamente, a qualquer hora, em qualquer lugar;
  • fornecem proteção aos investidores durante a volatilidade do mercado;
  • são ótimas para pagamentos entre bancos centrais e empresas.

A força das stablecoins vem justamente do fato que elas buscam oferecer o melhor dos dois mundos: a segurança e a privacidade dos pagamentos digitais das criptomoedas e a velocidade no processamento das transações, com a maior estabilidade das moedas tradicionais.

Já sabe o que é stablecoin mas ainda não se sente seguro para investir? Recomendamos a leitura de artigos sobre blockchain, uma opção protegida para transações financeiras sem a necessidade do intermédio de uma grande instituição, isso vai te ajudar a se sentir mais confiante antes de investir.

Fonte: Fintech

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