Queda do Bitcoin esfria e preço sobe 6% com Fed no radar; Cosmos, Fantom e outras altcoins disparam até 18%

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Após liquidações generalizadas que levaram ao pior resultado semanal desde maio de 2021, o Bitcoin (BTC) recupera terreno, sobe 6,2% e volta a ser negociado na faixa dos US$ 36,5 mil na manhã de hoje, enquanto o mercado aguarda pela primeira reunião do ano do Federal Reserve (Fed), que começa hoje e divulgará sua decisão amanhã (26), às 16h.

Investidores estão de olho em maiores indícios sobre a intensidade do aperto monetário do Fed, e temem por uma subida mais forte nos juros para combater a inflação. A expectativa é que o o banco central americano notice quatro aumentos no ano, a começar pelo mês de março, e inicie redução patrimonial a partir de julho.

No entanto, o sell-off de ontem deixou os preços exageradamente baixos, na visão de alguns analistas. O Bitcoin subiu junto com uma reviravolta das bolsas americanas no remaining da sessão, com Dow Jones revertendo para alta de 0,30%, a 34.366 pontos, S&P500 para 0,29%, a 4.410 pontos, e Nasdaq em valorização de 0,63%, fechando o pregão a 13.855 pontos.

Embora o Bitcoin e o mercado de criptomoedas pareçam estar acompanhando o desempenho do mercado de ações, a relação entre o BTC e o índice Nasdaq 100, do setor de tecnologia, permanece fraco – um lembrete de que existem outros mais fatores importantes que podem afetar as criptos para além do cenário macroeconômico.

“Pelo menos por enquanto, pode-se dizer que o preço do Bitcoin é uma combinação de algum apetite de risco world e muito da dinâmica do mercado na China (e as consequências das restrições lá)”, escreveu Lawrence Lewitinn, da CoinDesk. “As influências desses fatores não são estáticas, mas explicam muito mais do que observar cada movimento do Fed”, avaliou.

De acordo com a empresa de análise de dados de criptomoedas Kaiko, apesar de uma forte liquidação na semana passada, o quantity diário de negociação à vista de Bitcoin ainda foi menor do que durante a queda de preço de dezembro.

Ganhos do bitcoin

Os ganhos do Bitcoin nas últimas 24 horas impulsionam diversas altcoins, com pelo menos 15 valorizando dois dígitos. Enquanto o Ethereum (ETH) recupera 4,3% e vai a US$ 2.432, blockchains rivais avançam com mais força, caso da Elrond (EGLD), que sobe 14,2%, além de Fantom (FTM) e Cosmos (ATOM), disparam na casa dos 18% em meio a um movimento de merchants em busca de refúgio em produtos de rendimento no ambiente de finanças descentralizadas (DeFi).

Segundo dados do rastreador de blockchain Fantomscan, mais de 1,2 milhão de transações foram processadas na rede Fantom nas últimas 24 horas, superando as 1,1 milhão de transações da Ethereum, conforme dados do rastreador Etherscan.

Segundo levantamento da Hashdex, o valor complete depositado em protocolos DeFi saltou de US$ 1 bilhão em junho de 2020 para mais de US$ 100 bilhões em novembro de 2021, ao passo que a base de usuários evoluiu de 20 mil usuários, em janeiro de 2020, para cerca de 3,5 milhões, em outubro de 2021.

“Vários protocolos DeFi desenvolveram casos de uso que satisfazem as necessidades reais dos usuários e estão sendo amplamente utilizados pelo mercado”, comenta Carlos Eduardo Gomes, Head de Analysis da Hashdex.

A gestora ressalta que, ao contrário do Bitcoin e de outros criptoativos do tipo ‘commodity’, que não possuem fluxos de caixa futuros previstos, parcela relevante dos protocolos de DeFi geram receita com a cobrança de uma taxa sobre as operações efetuadas nas suas plataformas. Essas taxas são revertidas para os usuários dos protocolos ou diretamente para os proprietários de tokens, de forma related aos dividendos de uma empresa.

Fonte: Crédito no Brasil

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