8 tecnologias para acelerar o varejo apresentadas na Couromoda 2022

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Ainda que o setor tenha sido um dos mais atingidos pela pandemia, entre 2020 e 2021 mais de 440 milhões de empreendedores abriram negócios ligados à moda no período – uma alta de 16,5% ante 2019, segundo o Sebrae.

Para facilitar a vida desses pequenos e médios negócios dos segmentos de vestuário e calçadista que entraram no digital ou aceleraram a digitalização nos dois últimos anos, a 48ª edição da feira calçadista Couromoda, encerrada na quarta-feira (19), trouxe como destaque o protótipo 2022 da Varejo Tech Store.

Idealizada pela desenvolvedora de softwares de gestão para o varejo de moda Data System, em parceria com a feira de negócios e 16 empresas de tecnologia, produto e visual merchandising, a nova loja conceito traz ferramentas que prometem aperfeiçoar a integração de canais, melhorar ainda mais a experiência do cliente e ampliar a conversão.

Entre os destaques, o PDV 4.0, com sistema de gestão ERP que oferece controle integrado multilojas e meios de pagamento. Ou a ‘lista da vez’, para os vendedores baterem metas com mais facilidade. E ainda, o inédito pagamento de compras com bitcoin integrado ao PDV 4.0, que pode ser convertido em reais na hora, caso o lojista prefira.

Garantir a lucratividade e uma experiência memorável para o consumidor são pontos fundamentais para manter a saúde das lojas de varejo de moda no cenário atual, segundo Alex Marques, diretor comercial da Data System.

O desafio é operacionalizar com excelência a gestão do negócio, da conferência do estoque ao desempenho da equipe de vendas. “Daí a importância de considerar três pilares essenciais na operação varejista: pessoas, processos e tecnologia.”

Para a Data System, a expectativa é que 700 lojistas experimentem as inovações da Tech Store de aplicação rápida e simples no ponto de venda, diz o executivo. “Somos avessos a dizer que é a loja do futuro; ela é a loja do presente, pois os resultados são imediatos.” Confira abaixo as tecnologias que prometem mudar o varejo de moda em 2022:

PDV 4.0: sistema de gestão EPR que permite pagamentos digitais por carteira digital, pix e link. Além de oferecer um controle multilojas integrado com vendas, metas, estoque, financeiro e compras, o diferencial dessa solução, desenvolvida pela Data System, é o painel omnichannel para gestão de vendas on-line e físicas.

A proposta de integração entre todos os canais, segundo Marques, é atender à decisão do consumidor e proporcionar a experiência da vitrine infinita, que permite retirar na loja ou receber em casa, independente de onde estiver.

Assim como os links de pagamento, muito usados pelos vendedores durante a pandemia, essa é uma forma de estender o PDV digitalmente fora da loja, fazendo com que o cliente possa pagar via e-wallet ou, agora, com criptomoedas, afirma.

PAGAMENTO COM CRIPTOMOEDAS – A grande novidade da Tech Store é a ferramenta que permite o pagamento das compras via criptomoedas. Inédita no varejo, a solução desenvolvida pela especialista em meios de pagamento Shipay, em parceria com a Data System, pode ser usada tanto no PDV 4.0 como na plataforma de e-commerce.

Ou seja, donos de lojas físicas ou e-commerces podem oferecer a opção de pagar calçados, bolsas ou artigos em geral com bitcoins. Ao adotar a solução, o lojista só precisa abrir uma conta digital na CoinPayments, processadora de pagamentos via criptomoedas integrada à Shipay, explica o sócio-fundador Charles Hagler.

A ideia, segundo Rubens Neinstein, gerente de negócios da CoinPayments, é que esse seja o primeiro passo para popularizar o ativo no varejo não só como fonte de investimento, mas como algo útil para usar nas compras.

Com capilaridade que ultrapassa 500 mil estabelecimentos no país, a solução deve dar acesso ao consumidor, que fará esse pagamento via QR Code, e ao dono do estabelecimento, pequeno, médio ou até de grande porte, a um universo de mais de 100 criptomoedas (Bitcoin, Ethereum, Binance, USDC, Bitcoin Lightning, Dash, entre outras).

Hagler lembra que, se o consumidor escolhe pagar em criptomoeda, o estabelecimento decide se recebe em real ou cripto. A conversão é simultânea, e a taxa é de 0,5% para o varejista, “mais barato que as maquininhas”, reforça.

“Afinal, trabalhar remoto, com segurança e taxas baixas, é algo que faz muita diferença para o empreendedor.”

Com a tendência das criptos crescerem via tokens e bancos de investimento, quando o Banco Central lançar o CBDC – a versão digital do real -, a estrutura do sistema integrado Shipay e Data System também estará pronta para recebê-lo, sinaliza Hagles. “A tendência é simplificar cada vez mais a transformação do varejo.”

BUSINESS INTELLIGENCE: seu principal diferencial está na coleta e armazenamento de dados dos clientes e de informações sobre o desempenho da loja, com análise e apresentação, de forma simples e fácil de interpretar.

PLATAFORMA DE E-COMMERCE: da construção da loja on-line até o gerenciamento de pedidos integrados ao ponto de venda, a plataforma é desenvolvida em um único ambiente integrado.

APPS MÓVEIS: aplicativos integrados ao PDV que permitem acompanhar o resultado de vendas, metas e performance, além de oferecer experiência de compra via checkout mobile.

ESPELHO INTERATIVO: no provador, o consumidor consegue navegar pelos produtos da loja, enviar itens para o carrinho e finalizar a compra ali mesmo, em frente ao espelho. A solução é integrada com a gestão de estoque.

CREDIÁRIO DIGITAL: inovação do meio de pagamento mais antigo do país utiliza sistema de análise e concessão de crédito à distância integrada ao PDV, com objetivo de reduzir a inadimplência e aumentar vendas.

Após o preenchimento dos dados e posterior aprovação por birôs de crédito, o sistema libera o limite. O cliente só autoriza a compra após ser reconhecido pelo app, com um token que libera a assinatura digital no crediário próprio, explica Marques, da Data System. “Ou seja, tudo acontece remotamente, sem a necessidade de o cliente estar na loja.”

‘LISTA DA VEZ’ DIGITAL: plataforma inteligente que promete ajudar vendedores a bater metas com mais facilidade, além de ser focada em produtividade e no aumento da performance nas operações do varejo físico de moda.

Essa solução, segundo Marques, traz uma informação importante para o varejo: saber o que não foi vendido, para entender os motivos da perda de venda. Além de organizar uma fila de vendedores e clientes, a ferramenta traz informações para descobrir o que levou à não-conversão, como preço ou não ter o tamanho desejado, por exemplo.

“Olhar esses indicadores de perto ajuda a melhorar a conversão e, em consequência, o vendedor a bater as metas mensais”, diz. “Afinal, não adianta ter um monte de gente entrando na loja sem aproveitar as oportunidades.”

Fonte: AARB

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